Agricultura Biológica

pdr2020   

 

  • Assistência técnica em agricultura Biológica

     

    Assistência Técnica

     

    Horta | Pomar | Frutos secos | Vinha Olival

    Espargo | Morango |  Pequenos Frutos

     

  • Publicações
     
     
    As bases da agricultura biológica
     
    Tomo I – Produção Vegetal
    (manual completo ilustrado)
    Guia de factores de produção para Agricultura Biológica2012/2013
     
    (lista de adubos, correctivos e pesticidas autorizados em agricultura biológica em Portugal)
     
  • Elaboração de candidaturas e acompanhamento técnico

     

    Projectos PDR2020 Com projetos aprovados

     

    Acção 3.1. Jovens Agricultores

    Acção 3.2. Investimentos na Exploração Agrícola

    Acção 10.2 - Pequenos investimentos na exploração agrícola

     

  • Registo de matérias fertilizantes na DGAE

    Registo de matérias fertilizantes na DGAE

    e pedido de autorização para agricultura biológica na DGADR

     

    As empresas que comercializam matérias fertilizantes em Portugal, são obrigadas, pelo D.L. nº 103/2015, a registar os seus produtos na DGAE.

    Podemos ajudar no processo, recolhendo informação, preenchendo os formulários e entregando na DGAE o pedido de registo.

     

 

Destaques

  • Estratégia Nacional para a AB em consulta pública

    A Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica encontra-se em período de consulta pública, na página da DGADR (http://www.dgadr.pt), até ao próximo dia 30 de Setembro.
  • PDR2020 – novas regras

    As novas regras para a preparação e submissão de projetos ao PDR2020 já estão disponíveis. A AGRO-SANUS continua a trabalhar em Projetos de Investimento na Exploração Agrícola (Ação 3.2), Projetos de Instalação de Jovens Agricultores (Ação 3.1) e Pequenos Investimentos na Exploração Agrícola (Medida 10.2). Os nossos projetos desde sempre contemplaram visita inicial à exploração agrícola e recolha de amostras de terra para análise com base nas quais são efetuados os cálculos das fertilizações.
  • A UE deveria investir mais em investigação em agricultura biológica

    Um novo estudo da Université Catholique de Louvain (Be) e do Organic Research Centre (UK) indica que o aumento do investimento em investigação em agricultura biológica trará as respostas a diversos problemas ambientais e sociais dos sistemas de produção agrícolas europeus.
  • O ano e o dia do solo - Dez 2015

    A declaração da ONU do ano internacional do solo para 2015 resultou da tomada de consciência de que o solo agrícola é um recurso escasso e em acelerada degradação. Só 22% da superfície da terra pode ser usada para produzir alimentos (cerca de 95% do que comemos). Cerca de metade desses 22% já foi degradado pela erosão, contaminação ou desertificação, com a maior parte dos estragos feitos nos últimos 50 anos.
  • As leguminosas no seu ano internacional

    A família botânica das leguminosas (ou fabáceas) inclui as plantas cujo fruto é uma vagem, como é o caso da fava, da ervilha e do feijão, mas também algumas árvores como a alfarrobeira ou as acácias. São espécies fundamentais, quer pelo seu valor nutritivo, dado o elevado teor de proteínas e de aminoácidos essenciais, quer pela fixação biológica do azoto no solo. Em parte por estes atributos, as Nações Unidas declararam 2016 como o ano internacional das proteaginosas, ou seja das leguminosas, que produzem sementes para alimentação humana e animal.

As leguminosas no seu ano internacional

Ano Internacional das leguminosasA família botânica das leguminosas (ou fabáceas) inclui as plantas cujo fruto é uma vagem, como é o caso da fava, da ervilha e do feijão, mas também algumas árvores como a alfarrobeira ou as acácias. São espécies fundamentais, quer pelo seu valor nutritivo, dado o elevado teor de proteínas e de aminoácidos essenciais, quer pela fixação biológica do azoto no solo. Em parte por estes atributos, as Nações Unidas declararam 2016 como o ano internacional das proteaginosas, ou seja das leguminosas, que produzem sementes para alimentação humana e animal.

 

A sua importância para o solo e para a fertilização das culturas, reside no facto de estabelecerem relações de simbiose com uma bactéria notável, a bactéria rizóbio (Rhizobium spp.) que consegue transformar o azoto gasoso do ar do solo em azoto solúvel assimilável como nutriente por parte das plantas. Existem diferentes espécies de rizóbio que fazem simbiose com diferentes espécies de leguminosas, produzindo nódulos na raiz também diferentes (não confundir com as galhas provocadas por nemátodos e que são doença). Nos chícharos (gén. Lathyrus), ervilhas (gén. Pisum), ervilhacas e favas (gén. Vicia) e lentilhas (gén. Lens), o rizóbio é a espécie Rhizobium leguminosarum bv.Viceae, que é dos mais eficientes a fixar azoto. O rizóbio da tremocilha é doutra espécie (Bradyrhizobium spp.), um pouco menos eficiente que o anterior mas melhor adaptado a solos ácidos e arenosos, onde a tremocilha cresce melhor que a fava ou a ervilhaca.

A cultura de leguminosas pratica-se pelo menos desde a antiguidade egípcia e desde então que se reconhece que estas plantas melhoram o solo. O grego Teofrasto escreveu que as leguminosas tinham “um carácter regenerador do solo mesmo semeadas bastas e produzindo muito fruto”. Mas só em 1886 Hellriegel e Wilfarth demonstram que as leguminosas noduladas fixam azoto, ou melhor que as bactérias rizóbio presentes no interior dos nódulos transformam azoto gasoso em amónio (N2 + 3H2 ® 2NH3). É um processo com resultado semelhante ao da fábrica de amoníaco, mas em que a fonte de energia é mais limpa – os açúcares produzidos pela planta.

Na produção industrial, para transformar a molécula gasosa de N2 em amoníaco, são necessárias uma temperatura da ordem dos 500ºC e uma pressão de 200 a 400 atmosferas. É uma reação que consome muita energia e que torna o “azoto do saco” o fator de produção agrícola mais dispendioso em energia e mais poluente, com muitas emissões de gases com efeito de estufa. Recentemente chegou-se à conclusão que o fabrico de adubos químicos (azotados e outros) tem uma emissão de gases poluentes quase tão grande como as dos combustíveis nos diversos transportes com motores de combustão.

Já na fixação biológica a enzima nitrogenase (identificada e isolada em 1966) presente na bactéria, faz o mesmo à temperatura e pressão ambiente.

Quando semeamos estas plantas não precisamos nem devemos aplicar adubo azotado, seja químico seja orgânico, pois se o fizermos, para além de estarmos a aumentar os custos da produção, reduzimos a fixação biológica de azoto, por inibição da nitrogenase. É também por isso que quando enterramos as plantas (mais eficiente na fase da floração) para adubar uma cultura seguinte, já não precisamos de aplicar estrume, pois estamos a fazer uma “estrumação” verde, também chamada de adubo verde ou sideração.

A produção agrícola e a agricultura biológica em particular devem fomentar este mecanismo natural como alternativa à síntese química de amoníaco no fabrico de adubo azotado,

Em agricultura biológica sempre foi prioritário o seu cultivo, seja na rotação de culturas anuais, seja em adubo verde ou sideração.